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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Summer Soul Festival SP com Amy Winehouse. EU FUI!



O Summer Soul Festival, realizado no dia 15 de janeiro em São Paulo trouxe como estrela principal, a super diva Amy Winehouse.

Como fã de seu trabalho, e com um medo enorme de que acabassem os ingressos, consegui o meu na logo primeria semana de vendas.
Antes de se apresentar em São Paulo, Amy se apresentou em Florianópolis, Rio de Janeiro e Recife. Nos primeiros shows a cantora foi muito criticada e muito elogiada, porém, eu como fã de seu trabalho fui criticada até não aguentar mais por ter gasto meu dinheiro com um show como o dela. "Investimento de risco" alguns educados chamavam, enquanto outros diziam que era uma tremenda "burrice" mesmo. Tentei não levar isso pro lado pessoal e tentar enxergar como pura inveja mesmo... bola pra frente! Afinal, o fato de ela ter passado por fases ruins antes de decidir vir pro Brasil não me impediria de querer vê-la. Quem poderia me garantir que ela pretende voltar ao Brasil outra vez a não ser nesta ocasião? Não poderia perder essa chance. Arrisquei feliz!

No dia do Show, enfim, iludida achando que Amy Winehouse cantaria cedo, já que os portões abriram as 15hs e o show estava marcado para as 18 hs. Cheguei as 17 hs.

Quem abriu o Festival foi a dupla Miranda Kassin e André Frateschi. Cantaram super bem por cerca de uma hora. Em seguida o Instituto subiu ao palco com a participação de Thalma de Freitas que foi anunciada pelo rapper Kamau, se apresentaram por bastante tempo, perdi a noção do tempo, porque achei muito ruim a apresentação do Instituto, que cantou rap e outras músicas que estão longe de parecer com o estilo de música proposto para o festival. Eu bocejei e vi muita gente bocejando ao meu lado, torcendo para que acabasse logo.


Após essa apresentação super demorada, era hora de ouvir Mayer Hawthorne. Com sua voz delicada e com o seu bom humor, até soltou uma piadinha sobre o terem confundido com o "homem aranha" no aeroporto, arrancou risos e suspiros com suas músicas e com o seu jeito tímido de nerd, com direito a gravata borboleta e tudo mais. Adorei!



Em seguida, o que todos nós esperavamos que fosse só mais uma apresentação de Janelle Monae, ela aparece surpreendente do momento em que pisa no palco até o momento em que sai. Chegou arrazando, linda e espetacular. Ela tem uma tremenda presença de palco e a voz dela nunca se cansa, é impecável! Ela anda e corre pelo palco com uma capa preta, pula, rola no chão, se descabela, pinta um quadro e até faz moowalk! Não poderia ser melhor. Arrazou! Com certeza sairam desse festival milhares de novos fãs dessa diva do Soul. Inclusive, Eu.


A apresentação a seguir era da estrela principal: Amy Winehouse. Acho que 100% das pessoas que foram ao festival foram com intenção de vê-la principalmente, então a expectativa era grande.
Foram cerca oito horas de espera, entre a abertura dos portões até o momento em que ela se apresentaria, porém, com meia hora de atraso ela começa sua apresentação as 23:40.
Simplesmente entra cantando. Como primeira musica: "Just Friends", onde interrompe algumas vezes, acredito que por ter esquecido a letra. Entrou desanimada e cantou quatro músicas, as mais tristes possível, derramou algumas lágrimas entre uma e outra. Coçando o nariz e massageando o braço, todo mundo desconfiou de que ela estivesse drogada. O que não duvido muito.
Sua voz estava boa, porém fraca, o público e o vocal de apoio conseguiam cantar mais alto do que ela com o microfone na boca.
Saiu, deixou a banda sozinha, voltou com uma caneca, cantou, parou, apresentou os músicos, enrolou o máximo que pode, acredito eu que ela não estava afim de cantar des do início. Já faz muito tempo que vejo a Amy se apresentando através de vídeos e ela deixa extremamente transparente o quanto está cansada das próprias músicas. Canta fora do ritmo e nem sequer solta a voz. A apresentação durou pouco mais que uma hora no total. É claro que se contar o tempo em que ela estava cantando nem ao menos chega a uma hora.

Apesar de ver Amy Winehouse dando tão pouco de sí, fiquei feliz por ela ter cantado músicas que eu adoro, e de vê-la pessoalmente, apesar da distância. Sei que ela dá trabalho, e já não é a artista que costumava ser, mas adoro demais essa sem vergonha!

Teve pontos negativos sim, fui com expectativas demais pra um show em que eu já sabia, não seria nada além do que foram as outras apresentações dela pelo resto do Brasil. Apesar de ouvir dizer que a de São Paulo foi a melhor.

Gostei de vê-la cantar "Back to Black", "Valerie" e fechar o show com "Me and Mr Jones". Foi emocionante ouvir tais músicas ao vivo.

Mas pra ser sincera, o show da Janelle Monae, que eu nem conhecia, me surpreendeu muito mais.

Foi realmente, covardia, como descrito no G1.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nós e nossos julgamentos


Analisando algumas experiências vivi por todos esses anos, me dei conta de como é nítidamente fácil julgar e ser julgado por alguém. Um grande exemplo brasileiro dessa facilidade é o conhecido fato de que não houve no Brasil inteiro alguém que não meteu o bedelho na decisão final no julgamento do casal Nardoni, mesmo não tendo nenhum vídeo ou testemunha da morte da pequena Isabela ou algum vínculo com a família, quem é que não quis mandar o casal Nardoni a merda mesmo sem provas concretas de que eram culpados? Não estou dizendo que sejam inocêntes nem estou do lado de ninguém, mas já pararam pra pensar no quanto julgamos as pessoas sem ter certeza dos fatos ou simplesmente sem nos colocarmos no lugar da mesma?

Infelizmente, aprendi logo cedo o desconforto de ser julgado sem a oportunidade de mostrar quem eu era de verdade. Além de passar grande parte da infância e adolescência sendo julgada por seguir uma religião, na juventude perdi "amigos" por não participar de certas atividades que não se encaixavam com minha maneira de pensar;
Na faculdade sofri com o julgamento de pessoas que não entendiam que eu, ao contrário de muitos que se diziam meus amigos, tinha que trabalhar e estudar, não entendiam que eu não podia passar a tarde toda na casa de alguém fazendo trabalho ou jogando conversa fora porque tinha que trabalhar;
Em um dos meus empregos era a novata mais odiada do chefe, pelo fato de quase nunca fazer horas extras porque precisava estudar, além de dormir  no máximo quatro horas por noite pra dar conta de estudo e trabalho;

É muito fácil, não é? Simplesmente dizer : "Ela não gosta de trabalhar" ao invés de se colocar no lugar da pessoa que mal dorme ao ter que dar conta de milhões de outras atividades.
É simples deixar de ser amigo de alguém porque esse alguém não tem tempo de ir a sua casa, ao invés de entender que essa pessoa talvez precise de compreensão ou uma simples visita sua.
É difícil de respeitar a religião de alguém? Entender que é um estilo de vida usar roupas comportadas e não sair pra beber cerveja e fumar maconha?

A questão é que não é difícil respeitar, o problema é que é muito mais fácil afirmar sua propria suposição, a própria teoria sobre as pessoas do que se dar ao trabalho de ser companheiro de verdade, ou melhor, ser humano de verdade e usar de compreensão pra entender cada um como ele é, e que lidamos com a vida de maneira individial. 
Julgar é tão fácil é que até uma criança consegue agir de tal modo.

Eu não sou perfeita, já julguei também, e descobri que para se livrar desse péssimo hábito é importante antes de atirar uma pedra em alguém, imaginar-se recebendo uma pedrada. Chama-se Empatia. Fazendo isso, acredite, se houver um pingo de caráter dentro de você, vai passar a querer mudar suas atitudes. 

Pratiquemos! 
Só Deus pode nos julgar.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quanto falta pra o futuro que sonhei?

Durante toda a graduação sonhamos com o dia em que conquistaremos enfim a tão sonhada realização profissional - O emprego certo na profissão que escolhemos com tanto carinho e cuidado.
A gente mal aproveita as amizadas da faculdade e aquela fase única querendo se dedicar aos estudos, sonhando com o futuro e esperando que tudo corra perfeitamente. Mesmo com tanta dedicação, no dia de pegar o canudo, junto da insegurança vem a pergunta ' Será que estou preparado?' A impressão que dá é que estamos tão vazios de conhecimento quanto quando começamos a estudar, e aí vem a resposta desesperadora 'Eu não to preparada!'.

O pior de tudo, não é a insegurança pós-graduação, o pior na verdade é a falta de oportunidade que grande parte dos recém formados sofre, e que só aumenta a insegurança que deveria ir embora com a chegada da primeira grande chance, onde nos lembraremos do porque escolhemos o que escolhemos, nos fazendo perceber enfim que estamos sim preparados.
É lamentável se dedicar tanto aos estudos e não conseguir emprego mesmo tendo se esforçado tanto. Insegurança todo mundo tem, já emprego, quem é que consegue hoje em dia?

Me formei em dezembro do ano passado e convivi com a minha insegurança durante todos esses quase seis meses, até conseguir a minha primeira entrevista.
O e-mail que me enviaram confirmando a data e o local surgiu em meio a muito desespero. Cansada é a palavra. Não aguentava mais esperar. Mesmo sem conseguir emprego, quase todos os recém formados que conheço fizeram várias entrevistas e eu aqui na mesma.

O emprego oferecido, embora fosse na minha área não era aquela coisa toda que eu esperava como primeira experiência. Na verdade era uma coisa totalmente inesperada "Monitoramento ao paciente por telefone". Isso mesmo, TELEMARKETING (Em uma definição menos assustadora, mas basicamente a mesma coisa), meu trauma (rs). Mas tudo bem dessa vez, pelomenos estaria na minha área, quem sabe aprenderia a gostar da coisa (ou não).

Apesar de ser a primeira entrevista depois de todos esses meses eu não estava nenhum pouco empolgada, nem ansiosa, nem afobada e nem nada disso. Mas tudo bem,  no grande dia acordei bem cedo, mesmo a entrevista sendo marcada pra o meio da tarde. Liguei o computador, conferi o email e o local agendado. Deveria estar ansiosa mas estava estranhamente tranquila, como se me sentisse confiante independente do resultado. O velho "O que tiver que ser será" rondava  minha cabeça a todo instante, provavelmente foi o que me manteve calma.

E lá vamos nós ao início da maratona de banho, roupa, cabelo e maquiagem...A única certaza que tinha era que sapato usar, de resto, decidi: "Seja o que Deus quiser". E foi!
Cheguei no local agendado com quase meia hora de antecedência, e uma das minhas concorrentes já estava lá. Nenhuma palavra até todas as outras candidatas chegarem e por fim a psicologa.
Lá vamos nós. Lembra que eu disse que estava calma? Pois é, no momento em que pisei meu sapatinho naquela sala com uma mesa redonda enorme no meio o nervosismo tomou conta de mim. Boca seca, tremedeira, suor e etc... "Meu Deus! Primeira entrevista!!! Esperei tanto por isso como eu pude estar tranquila até agora? Eu nem ensaiei nada pra falar! Que roupa é essa que eu vim?!" - Eu resmungando em pensamento.
Mesmo ouvindo a psicóloga dizer que o trabalho era de segunda à sábado das 13:00hs as 22:00hs e o salário era uma miséria, o nervosismo não passava. Ela pediu pra eu me apresentar e engasguei VERGONHOSAMENTE várias vezes. Sabe quando dá aquele branco no meio da frase? Tive várias crises esbranquiçadas enquanto me apresentava !! MICO!

É claro que depois disso eu não fiquei com a vaga (rs); Óbvio. Inclusive saí do prédio rindo de mim mesma. Dando graças a Deus por não conseguir aquele emprego.

Ok, eu estou desesperada por um emprego, isso é fato, mas o que seria de mim como profissional juntando a Enfermagem que foi a profissão que eu escolhi com tanto amor, a uma profissão que eu o-d-e-i-o ? Já pensaram no estrago? Eu não gosto nem de pensar.

Sei que como recém formada não tenho muito o que escolher, sem experiência na área ninguém te aceita (Péssimo admitir isso), mas até que ponto vale a pena se sacrificar? Será que todo o sacrificio que eu passei durante quatro anos pra poder enfim  pegar o meu diploma e dizer que sou graduada não conta em nada?

A quantos passos estamos nós, recém formados, de uma oportunidade decente?
Com toda a sinceridade, como brasileira, não gosto nem de pensar na resposta dessa pergunta.
Sério.

Vamos esperar dormindo, vamo?

Beijos FUI.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um mal chamado ORGULHO


Definido como um sentimento elevado de dignidade pessoal, entre várias outras explicações, o orgulho está sutilmente entre as piores qualidades do ser humano, principalmente quando em demasia.
Embora seja de fato ruim, ainda tem gente que acredita ser uma coisa boa, só não sabem explicar o porque. "Eu tenho o meu orgulho"; "Tenho um nome a zelar"; "Tenho uma reputação"; É o melhor que podem explicar?

O ruim, não é o fato de terem essa característica em sua personalidade, mas sim o fato de aceitar viver com isso, mesmo que este seja o motivo que afastar todos a sua volta.

O orgulho, moderadamente e reconhecido, pode com toda a razão ser bem canalizado tornando-se mais aparente em momentos de satisfação pessoal. Quem pode culpar a pessoa que trabalhou duro para ser reconhecido e se sentir orgulhoso com isso?
O problema é conseguir moderar esse tipo de sentimento.
Mesmo tornando-se comum ter pessoas orgulhosas em nossa convivência, difícil mesmo é lidar com quem não quer moderar e nem admitir ser exagerado. Tanto orgulho chega a cegar, a ponto de fazer com que não perceba o mal que faz a si mesmo "usando" o orgulho de forma tão demasiada, acaba prejudicando também aos outros.

O orgulho impede de reconhecemos nossos erros, de pedir perdão a quem amamos. Faz sofrer aos outros, e principalmente a nós mesmos. O orgulho é o sentimento que faz as pessoas matarem umas às outras assistindo a uma partida de futebol. Leva a pessoas a desistirem da própria vida ao sofrer uma decepção, uma situação constrangedora. Separa casais por motivos banais.
O orgulho não só nega o ato de perdoar, como também não aceita o perdão dos que nos magoaram. Faz com que nossa mente seja transformada a ponto de preferirmos viver com aquela mágoa, ao aceitar o perdão e prosseguir a vida.
É o que leva um homem a agredir uma mulher ou uma criança; um político ser bandido e ainda querer continuar no poder; uma pessoa recusr-ser a pedir desculpas.

Já dizia William Shakespeare "Quem é orgulhoso a si próprio devora."

Até mesmo o ódio é reversível.
Pois odio não condiz com bem estar, se torna insuportável a longo prazo

Mas o Orgulho, tem a finalidade única de destruir a nós mesmos no final por se esconder atrás de conceitos "bons", que somente orgulhosos acreditam existir.
Afinal, não se pode lutar contra algo que não acredito me fazer mal.

"O orgulho é o caminho do erro (Antero de Figueiredo).,


Reconhecer estar errado em seus atos, acredite, já é um grande passo!


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Verdades ocultas em meu currículo

Como é ruim saber que tudo o que interessa sobre você, para uma empresa, se resume apenas em uma folha de sulfite.
É extremamente limitante a idéia de um currículo. Que vão olhar e ignorar todo o sacrifício que você passou pra chegar até ali, simplesmente porque não está escrito.
Já pensou se pudessemos esclarecer tudo no nosso CV ? Expor toda a sua personalidade em todos os detalhes?
Decidi experimentar pra ver como ficariam apenas alguns dados de uma dessas fichas de cadastro que nos obrigam a preencher por aí nesses sites selecionadores afora.
(Algns dados são reais, outros fictícios, e a ironia é por conta da casa rs)
E lá vai!
______________________________________________________________*.*

Foto de apresentação: (Sem essa de 3x4 !! Gosto mais das fotos em preto e branco, fazendo careta de preferência, pra expressar meu lado bem humorado - rs) 
  
Nome: Elaine Oliveira (É que eu não vou muito com a cara do meu nome do meio, pode só esses dois?)

Idade: 21 (Novinha nada! Você tem noção das coisas que eu ja passei nessa vida? ¬¬' )

Ensino: Bacharel em Enfermagem (Sim! Com muito esforço e noites mal dormidas concluí finalmente meu curso em 2009, em uma Universidade cara e longe da minha casa. Passei quatro anos dura, lisa e sem dinheiro pra pagar esse bendito curso, abrindo mão de sair e me divertir porque tinha que além de estudar, também economizar pra dar conta de tudo.)

Especializações: ... (Pois é. Pretendo preencher esse espaço assim que me derem à oportunidade de TER UM EMPREGO pra pagar por uma. A área escolhida é Gerenciamento e em seguida Oncologia se é que isso importa - Deveria importar!).

Cursos adicionais: Inglês básico (É, apesar de curtir  o curso eu não tive muita paciência de freqüentar o  Inglês. Curso que durou dois anos, e nunca saía do básico rs. Embora definitivamente entenda Inglês melhor que muito neguinho que fez dez anos de curso na tal da Fisk ).
Informática básica (Porque eu considero básico um curso de dois anos em que saí sem saber mexer no Excel e no Acces direito. Embooooora tenha saído bem craque em Internet e bate papo rs).

Experiências anteriores: (A parte que eu menos gosto) Operador de Telemarketing Ativo - Atento Brasil - Três meses (Afffffffffffffffffffffee morro de vergonha disso! Já trabalhei de telemarketing, vendendo cartões de credito. Pode ser que eu já tenha te ligado, e te deixado maluco  oferecendo um dos produtos Itaú. Vai me matar agora ou depois?. Ah! EU pedi demissão ta. Não desejo essa vida a ninguém ) 
Vendedor - M. Officer - Trinta dias  (Outro gigantesco arrependimento, nem coloco mais essa "Experiência" no meu currículo, prefiro ignorar o maior trauma na minha curta vida profissional. Quer trabalhar com cara de princesa e pé de pedreiro de tanto correr e ficar em pé com salto alto? Trabalhe na M. Officer ! Também pedi demissão, Não desejo essa escravidão pra ninguém. Os trinta dias são por conta do cansasso, não precisei mais do que isso pra identificar a escravidão que me reservou um salário mínimo no final - rs).
Caixa - World Tennis - Sete meses (Hum .. Não posso chamar esse de escravidão, porque foi o emprego que me surgiu numa época ferrada em que eu estava matando cachorro a grito! Um salário até razoável, pessoas legais no ambiente de trabalho, e trabalhar seis horas por dia de tênis é o que há. Só porque tava bom eu fui dispensada ¬¬'  ... É o que dá trabalhar em shopping. Tem que fazer muita macumba pra permanecer empregada no começo do ano onde o movimento é um lixo. Enfim, há males que vêm para o bem - Essa frase fez muito sentido quando me dispensaram.)

(... Que foi? Tava esperando ver alguma experiência na área por aqui. Sinto  decepcionar, o único estágio de enfermagem remunerado que me apareceu nos quatro anos do meu curso, oferecia quatrocentos reais, como valor simbólico pelo esforço de trabalhar oito horas por dia lá no fim do mundo. E adivinha, não aceitei!)

Possui carteira de Habilitação: Não né! (Então menina, eu gastei todo meu dinheiro com a facul... Pode me dar um emprego, por favor, pra eu conseguir pagar por uma? ¬¬' )

Possui Carro: Sim  (Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh na verdade não)

Aceita trabalhar aos sábados e domingos: Sim (Você não sabe como eu queria  MESMO dizer o contrário... Mas...)

Pretensão salarial: ... (Gostaria de colocar aqui alguma coisa que realmente sei que mereço, mas  se fisesse isso seria desclassificada sem dó nem piedade. Mas ta, to aceitando qualquer coisa pode abusar! )


Tá, chega! Não daria certo. Pelo menos não da forma que fiz acima.
Mas cá entre nós. Pouparia muita entrevista desnecessária né? Daquelas que te fazem pegar transito e enfrentar vários onibus e metro pra nada!

Enfim. Apesar da piada, torço pra que alguém encontre graça no meu pequeno curriculo. E boa sorte pra nós da classe dos desempregados, e principalmente RECÉM FORMADOS !!
Tem que rir pra não chorar! :)



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Como as coisas perderam a graça?


Já faz algumas semanas que venho assistindo filmes que me soaram interessantes de alguma forma. Os escolhidos variam dos exibidos em 1930, aos da era 2000.
É claro que não deve acontecer só comigo, dentre esses filmes antigos, alguns me causam tantos sentimentos que os lançados e assistidos rescentemente nem sequer chegam perto. É uma sensação emocionante frente à tão simples e aconchegante criatividade, além de realidade tão brevemente diferente da atual. É como se voltasse a ser criança ou estivesse na pele dos meus pais, ou meus avós. Como se pudesse por alguns instantes experimentar novamente o que um dia foi tão encantador e real, e que hoje já não é nenhuma novidade.
Daí surgiu o assunto desse post. Como as coisas perderam a graça com o passar dos anos?

Felizmente eu pude nascer em uma época que toda essa tecnologia ainda era meio distante da minha geração. Quase ninguém conhecido tinha telefone em casa naquela época (me senti a idosa agora) meus tios do interior nos mandavam cartas, minha mãe tinha uma porção de correspondências guardadas de quando meu pai a enviava em suas viagens a trabalho. Eu e minhas irmãs tínhamos um gravador velho, fazíamos gravações de nossas conversas, como se fossem entrevistas e mandávamos para nossas primas distantes. Como resposta elas faziam o mesmo. Era revigorante! Escutávamos sem parar as fitas recebidas, e gravávamos várias outras pra enviar novamente. Víamos nossos parentes somente em épocas especiais como aniversário dos avós, natal e ano novo. Às vezes também no dia das mães e olhe lá! Ficávamos tanto tempo sem nos ver que quando estava perto do natal a ansiedade era imensa a ponto de tirar o sono. Ao encontrarmos com as primas e tios distantes as conversas eram intermináveis, tinhamos assunto acumulado do ano inteiro pra compartilhar já que telefone ninguém tinha.
Os namorados naquela época encontravam-se somente aos finais de semana e a saudade era tão grande que os beijos até estralavam. Os homens escreviam cartas, valorizavam as fotos, e enviavam flores. Os casais juravam amor eterno mesmo sem muito tempo de convivência e sabiam que seriam felizes pelo resto da vida pelo simples fato de saberem que matarão a saudade acumulada e a vontade de ficar juntos o tempo todo.
Aos poucos as coisas foram mudando. O telefone chegou as nossas casas. Em seguida o celular. Lembro da vergonha que tinha quando meu pai me ligava pra saber onde eu estava, e eu, era obrigada a atender e ver todo mundo me observando com aquele "tijolo" enorme perto do ouvido. Lembro inclusive de uma vez em que eu estava em uma vã com alguns amigos, fazia muito barulho até o tijolo começar a berrar. Todo mundo ficou em silêncio me ouvindo falar no celular, só eu tinha um, era novidade e todo mundo queria ver. Cômico.
Aos primeiros dias com o telefone em casa e no bolso, as coisas passaram a ser diferentes. Os parentes ligavam o tempo todo. Não era mais nacessário gravar as fitas com nossas vozes já que eles poderiam nos ouvir ao vivo agora. As cartas foram extintas. Tornaram-se úteis apenas para as cobranças bancárias. Os namorados passaram a se falar o tempo todo, causando certo "enjôo" neles mesmos, pois agora se falam não só por telefone, mas também por sms, e-mails, mensagens instantâneas e afins, com essa tal inclusão digital generalizada.
Os casais não pensam mais em se casar como antes, já que ninguém mais sabe o que é sentir saudade de verdade.
A TV que era encantadora por mostrar filmes maravilhosos, românticos preservando sempre o amor e a moralidade, se tornou um palco para palhaçadas e propagandas. Nem preciso dizer o que penso sobre TV né? Assisti há uns dias atrás um dos últimos filmes mudos de Charles Chaplin, e me emocionei, juro! Me coloquei por alguns instantes na pele de pessoas que tiveram a oportunidade de apreciar coisas tão boas, e que hoje lamentam ver a TV e não conseguir enxergar nenhum cisco do que costumava ser.

Não me entendam mal. Admiro demais as pessoas que foram tão úteis canalizando seu QI para criar a TV, os telefones, os computadores, os carros e etc., e toda essa infinidade de objetos que facilitaram a vida das pessoas trazendo certo conforto para o ser humano preguiçoso. Mas facilitaram TANTO que chega a ser chato ás vezes.
Afinal convenhamos, é tão mais gostoso pela manhã tomar um café fresquinho direto do coador com jornal pré-imprimido nas mãos, ouvir a voz forte dos locutores nas rádios e sentir vontade de cochilar, receber uma carta que esperava a dias de uma pessoa que realmente gosta e reunir-se com a família tendo milhões de coisas pra contar.

A verdade é que a tecnologia tornou o ser humano um ser apressado, preguiçoso e sem graça.
Ninguém faz nada hoje em dia sem um carro, um telefone e um computador. FATO!
E como a tendencia é "piorar"
Contentemos-nos com as lembranças e com os filmes. É só o que nos resta.

Não entendam esse post como: "Ah ela ta cuspindo no prato que come", mas sim como um post feito das observações sobre a breve realidade que pude experimentar algum dia e que não reconheço mais nos dias atuais.

Fica o desabafo nostálgico.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Esse lance de ser adulta

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Lembro de quando era criança, às vezes grudava a cabeça na cintura da minha irmã mais velha pra medir o tanto que havia crescido. Ao ver a minha tentativa de saber quantos centímetros faltava para alcançá-la, ela sorria e dizia pra eu não ter pressa. Não satisfeita eu perguntava como era pra ela ser grande, e ela dizia que não mudava nada, a diferença na verdade era a quantidade de problemas pelos quais ela agora era responsável.
A resposta dela pra mim não fazia sentido algum, não como faz agora.
Dizem que ser um adulto é ter certa idade, além de enfrentar problemas que crianças não conseguiriam, agir como uma pessoa responsável de forma séria e coerente. Mas se for mesmo assim, conheço ainda gente de quarenta anos que ainda não é adulta, pois como posso afirmar ser adulta uma pessoa que agride uma mulher sem ela nem estar reagindo, e justifica esse ato ao dizer que a mulher não sabe temperar direito uma salada, (juro que conheço um homem assim).
Já pensou se o nosso corpo se desenvolvesse junto com o cérebro? Provavelmente esse "homem" teria a aparência de uma criança de oito anos, seria uma dessas crianças que geram  problemas na escola por bater em qualquer um por qualquer motivo.
Quanto a mim, tudo bem, eu cresci, mas hoje ainda, aos vinte e poucos anos tenho vontade de comer tanto doce quanto era aos sete anos, ainda dou risada por qualquer motivo, gosto de enrolar na cama quando acordo, sinto vontade de chorar quando alguém me da uma bronca séria, fico vermelha quando estou frente a uma situação constrangedora ou que envolva alguma emoção forte tipo alegre demais ou triste demais, quando sinto medo à noite cubro a cabeça com o cobertor e não durmo com os pés pra fora da cama nem pensar, compro meias coloridas pra ficar em casa, sinto vontade de tomar sorvete o tempo todo inclusive no frio, na praia gosto de sentar à beira do mar e fazer buraquinhos com o dedo na areia, gosto de andar de bicicleta na grama, me lambuzar com melancia, comer amora direto do pé... E tantas outras coisas que sinto impulso em fazer.
Como assim eu sou adulta? Mereço esse título porque minha idade diz que sou uma? Acho que esse é provavelmente um dos maiores erros da humanidade, classificar as pessoas pela idade que elas têm. Senso de responsabilidade e maturidade para enfrentar problemas não é questão de idade.
Não estou dizendo que eu seja uma pessoa infantil, talvez  esses meus impulsos infantis estejam sendo preservados, como parte da minha personalidade alegre e descontraída de sempre, impulsos que venho tentando manter, para não me aborrecer tanto com esse mundo chato das pessoas “grandes”. O problema é que conheço muita gente mais velha, que é sem duvida criança no quesito responsabilidade e maturidade. O fato é que, ao invés de manter as coisas boas pra se tornarem adultos menos infelizes, preservaram o senso de infantilidade ao lidar com coisas sérias, como por exemplo, as maneiras erradas que tem ao  tratar uma pessoa mais frágil como uma criança ou uma mulher; Além da falta de  responsabilidade ao escolher pessoas inadequadas pra cuidar da nossa cidade, país e etc. Vai entender né, não sou psicóloga (Rs). Só penso que tudo tem limite, não dá pra tratar tudo como se estivesse brincando de carrinho ou boneca. Ser criança de espírito sim! Ser irresponsável não dá.
Acho que esse negócio de tacharem as pessoas como adultas, dizendo que elas têm que agir como tal, devia ser repensado, assim como o fato da idade influenciar tanto na definição do que somos na visão dos outros. Afinal qual é o problema se eu quiser ser um pouco antiquada às vezes e usar meias coloridas, ou comer uma fruta com as mãos? Deixem o meu lado criança feliz em paz! Preocupem-se com as crianças irresponsáveis que colocaram lá encima liderando o nosso país, e com os imaturos que os colocaram lá.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pequenos anjos e suas grandes guerreiras


Durante os estágios em que tive a oportunidade de participar enquanto ainda estava na faculdade, conheci a historia de muita gente sofrida. Entre elas, crianças que permaneciam anos internadas por negligencia de alguém, crianças que nasceram com deficiências físicas ou mentais, crianças que possuíam seqüelas de afogamentos, de queimaduras gravíssimas, crianças com doenças genéticas... E todas elas "largadas" em algum quarto frio de hospital totalmente impotentes e dependentes de nós, profissionais da saúde. Posso contar nos dedos às vezes em que via uma mãe cuidando de seu filho há anos internado, enquanto ele recebia oxigênio de um aparelho externo. Fato que sempre me deixou intrigada.
Foram muitas às vezes em que me segurei pra não chorar com a história de pequenos anjos que conheci de hospital em hospital, tinha vontade de levá-los pra casa (compartilhei esse desejo com alguns de meus colegas de estágio), mas essa vontade me lembrava o quanto era impotente, por melhores que fossem minhas vontades a dura realidade de não poder fazer muita coisa por eles, a não ser prestar cuidados mínimos de hospital, me deixava extremamente triste. O fato de uma criança tão frágil não ter a companhia dos pais ao seu lado também era uma coisa que me causava certa indignação, mesmo sem saber o motivo de isso acontecer. Era como se não fizesse sentido algum. Eu, uma pessoa estranha, uma mera estagiária de enfermagem, queria tanto fazer alguma coisa por elas, me perguntava onde estão as mães destes anjinhos, porque não estão aqui com eles? Será que elas (as mães) sentem alguma coisa parecida com o que sinto?
Enfim. Cursando meus últimos meses de faculdade, sem ainda criar meu próprio blog, fui apresentada a uma comovente história, a de Flávia. Uma garotinha que foi surpreendida com uma grande tragédia, mas que soube aproveitar cada pedacinho da melhor fase de sua vida, a infância. Hoje, Flávia tem a minha idade, pequeno detalhe que faz com que eu tenha grande empatia por ela, além de grande admiração por sua mãe que se mostrou um grande exemplo de força frente a tudo o que enfrentaram. Digo isso por que graças a Deus, Flávia teve a sorte de ser abençoada com uma mãe guerreira, e disposta a tudo por ela. Mulher que deu o sangue pra que a filha vivesse além de tudo, com o máximo de dignidade apesar das tragédias que as surpreenderam.
Flávia é a personagem principal do "Flávia vivendo em coma" : "Blog, criado em Janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há 12 anos e sua luta pela vida, desde que teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O que aqui escrevo, é o relato verídico dos fatos desde o acidente,ocorrido em 06.01.1998, até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira." 
Descrição feita por sua mãe, Odele Souza.
Após a leitura de alguns textos escritos por Odele, a mãe da pequena grande Flávia, me senti extremamente comovida, não houve formas de evitar isso. Assim como a lembrança dos rostos daqueles pequenos anjos com quem convivi por algum tempo, foi também inevitável. 
Me fez refletir em como a justiça é lenta em tantas coisas, não só com a demora na providência de condições dignas para aquelas pequenas crianças que moram há anos em uma ala hospitalar, vivendo longe de seus pais porque simplesmente não há estrutura para que elas possam ir pra casa com os aparelhos que os manterão respirando, ou  por que não existe uma poltrona decente pra que  pais possam descansar ao lado do filho em um hospital público, onde esse tipo de coisa é responsabilidade do governo, ironicamente, mas a justiça também se mostra lenta quando ocorre de uma mãe mover o mundo para ficar ao lado de uma criança necessitada de cuidados e suas forças serem contidas ao não encontrar apoio recebendo o que é dela por direito, JUSTIÇA.
Além de me colocar no chão, algumas das palavras de Odele em seu Blog me fizeram repensar meus conceitos sobre o quanto é difícil uma mãe cuidar de um filho em sua própria casa, filho esse que depende totalmente de uma atenção especial a sua saúde. Fez-me refletir quanto a julgamento que fiz precipitadamente aos pais de algumas crianças que cuidei no hospital, quem sou eu pra julgar afinal? Se já é difícil criar um filho saudável em tempos como estes, imagina só faze-lo quando vivemos em um país onde conseguir um emprego é tão difícil. Imagina só o quanto deve ser complicado uma mãe humilde e sem informação suficiente, além de engravidar sem condição alguma, descobrir depois que seu filho nasceu com uma doença grave, ou que seu filho sofreu um acidente que o deixou totalmente dependente. Imagina essa mãe ter que trabalhar para manter a família e ainda se mobilizar, de sua casa até o hospital. 
Senhor! Nem posso imaginar a dor dessas mães. 
Sinceramente faço tudo para crer, do fundo do meu coração, que todo esse esforço não será em vão jamais. Mesmo que a justiça não seja feita, sei que Deus as recompensará de alguma forma.

Imagino que deve existir muitas Odeles nesse Brasil, mulheres guerreiras que tiveram o desprazer de encontrar pedras enormes em seu caminho impedindo a felicidade de suas crianças. Mulheres que lutam por uma justiça que talvez nunca venha, mas que fazem com que elas não possam afirmar em momento algum: "Eu não tentei".
Assim como eu ja fiz, deve existir muitas gente que ainda julga sem saber o real sofrimento dessas mulheres em abrir os olhos dia após dia e enfrentar a realidade de seus filhos. Se todos pudéssemos por um momento ver de perto o que é pra essas mães, lidar com essa dura realidade, quem sabe houvesse finalmente um senso de justiça brotando entre aqueles que não querem ceder a vitória à mulheres guerreiras como estas.

Odele, sou uma das várias pessoas que torce para que justiça seja feita de verdade,  mesmo não trazendo a felicidade de rever o sorriso de Flávia novamente, ajudará a você e a sua filha a viver em uma situação mais confortável para os cuidados que ela precisa,  além de incentivar outras mães a correr atrás de dignidade para seus filhos também.
Você é uma guerreira! Nunca duvide da sua força, foi através dela que você conseguiu tantos novos amigos e pessoas que você hoje pode contar.
Te admiro como mulher, como mãe e como guerreira que você é. 
Sei que Flávia sente essa força também.
Parabéns por ser exemplo.
Você merece esse título.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ser BOA é "menos pior" que ser DEVASSA ?



Falar sobre padrões de beleza será sempre um longo assunto e motivo para polêmica, principalmente entre as mulheres. Enquanto algumas dizem aceitar-se como são, outras são nitidamente paranóicas com aquela gordurinha extra ou imaginária. Nos EUA enquanto grande parte da população é considerada obesa, nos filmes e seriados feitos lá mesmo o que encontramos são personagens magros e modelos perfeitas que acordam maquiadas e com o cabelo intacto mesmo depois de terem sido estupradas e assaltadas. É claro que no Brasil isso não é muito diferente. As mulheres na TV são tão cheias de curvas definidas que quando olhamos no espelho após assistir a novela nos sentimos um Alien de TPM.
Ta, isso não é novidade pra ninguém eu sei. Na verdade derrepente me ocorreu esse assunto quando estava navegando pela internet passeando por alguns sites e vi alguns artigos sobre a propaganda de uma cerveja, a tal da Devassa.
De acordo com esses sites, a propaganda  foi suspensa devido ao considerável apelo sexual,  além de protestos feitos por órgãos representantes de mulheres que sentem a propaganda ofensiva de certa forma a imagem da mulher.
Então tá. Essas mulheres que se dizem modernas a ponto de querer representar todo o resto de nós para ajudar a mudar os padrões de beleza impostos até hoje, além de ajudar a combater os altos índices de bulimia e anorexia entre as jovens de hoje em dia tem lá suas boas intenções, concordo! Elas vivem dizendo que se aceitam como são, que nasceram exatamente do jeito que era pra ser, que temos que nos valorizar e nos amar  independente de nossa forma física. Certo?
A questão é : Porque derrepente, assim do nada, se incomodaram com uma mulher linda e rica e que foi contratada pra estrelar um comercial de cerveja? 
Mesmo eu também concordando com o fato da mídia influenciar de certo modo a determinarmos um padrão de beleza e isso consequentemente influenciar as pessoas a quererem por sua vez seguir esses padrões determinados, pergunto isso de forma irônica porque nunca vi ou ouvi falar de nenhum protesto quando a Juliana Paes aparecia de biquíni com um copo da cerveja concorrente, ou quando a Karina Bacchi  junto de várias outras modelos ficavam de quatro por um senhor bigodudo baixinho só por causa da cerveja. 
Então quer dizer que se um cara estranho num bar olha pra você e diz que você é BOA, vai achar menos pior do que ser chamada de DEVASSA? 
Bem, elas devem pensar assim, não é?
Não to defendendo marca, nem ao menos gosto de cerveja. Mas só eu acho que na verdade essa briga toda, ao invés de ter algo haver com protestos feministas ou defesa da moral, não passa de mais uma guerra entre marcas se atracando pra ver quem ganha? E inclusive, estão usando meios e desculpas como estas pra encobertar essa birra entre eles?
Pode até ser que exista mesmo a possibilidade de nossos representantes femininos estarem lá lutando pra que essa propaganda seja menos ofensiva à mulher (O que eu discordo porque pra mim a Paris Hilton aparece muito mais bem vestida no comercial do que a maioria das modelos de cerveja), mas se for, então por que isso só AGORA? Já faz tanto tempo que ligamos a TV e só vemos a imagem da anatomia intima das mulheres, porque estão brigando por um comercial de cerveja como este se os anteriores foram tão ofensivos quanto, além de nunca falarem nada dos programas dominicais que tratam a mulher como um corpo seminu dançante e sorridente nada mais. Já quase nem assisto mais tv !
O que tem de errado com esse país meu Deus?
Se for parar e analisar essas observações existe duas opções para concordar: Ou as tais representantes feministas estão exagerando, ou tem intriga de marketing no meio dessa historia. Eu fico com a segunda opção, porque é até feio pra eu como mulher, admitir tanta ignorância por parte das mulheres que me representam.

De uma coisa fique certo, a cerveja nova é a que mais ganha com esse 'bafafá', já dizia aquela frase que circula nos orkuts e msns da vida 

"A sua inveja faz a minha fama"  (risos²).

Fica o desabafo

segunda-feira, 29 de março de 2010

About Amy


Amy Winehouse
Pra mim, uma personalidade com voz inconfundível, ritmo próprio, letras misteriosamente profundas. Ouvir suas músicas é como terapia. Perfeitas pra relaxar, algumas pra dançar e outras pra curtir uma boa conversa com aquela pessoa especial. Voz que se encaixa em momentos únicos ou cotidianos, mas que surpreende a cada vez que é ouvida. Sei que muita gente concorda comigo. Com seu segundo trabalho Amy recebeu seis indicações para o Grammy 2008,  venceu cinco como consequencia de seu grande talento, reconhecido e aprovado por todos. Porém, Amy não se limita a ser apenas uma cantora talentosa, tem personalidade única e polêmica, gera comentários onde passa, pena não serem sempre comentários positivos, aliás, quase nunca são positivos.


Amy Jade Winehouse
Quantas vezes você entrou na internet e viu esse nome ou algumas de suas fotos envolvendo alguma nova polêmica ocupando alguns pixels daqueles sites de noticia? É não da pra negar que ela é um prato cheio pra mídia. Sempre aprontando e entregando suas particularidades de bandeja pros fofoqueiros e curiosos de plantão. Ela consegue extrapolar em quase tudo o que faz e testemunhas é o que não falta, uma prova disso
é o fato de que se jogar o nome dela em algum site de busca na internet leva um susto! Drogada, escandalosa, chorando de sutiã na rua com o nariz cheio de resíduos de um pó mais que suspeito, ou nua em alguma praia do Caribe, descabelada, maquiagem borrada, dentes amarelados, corpo 'desfigurado', silicone estourado, fazendo careta pros fotografos, toda comportada um dia e toda descontrolada no outro... São algumas das frases e tags que aparecem como resultaqdo da busca. Amy não é uma garota muito fácil de lidar eu diria, mas quem sou eu pra julgar? Sabe lá o que se passa embaixo daquele topete todo.
De fato, não tem como negar, ela é uma personalidade que merecia poucos fãs pelo seu comportamento nada exemplar, mas não posso e nem consigo deixar de gostar dela e com certeza não sou a única, como poderia ignorar uma voz tão cúmplice e que penetra tão sutilmente nos sentimentos que tenho? Seu talento é inegável!
Assim como a maioria das pessoas, comecei ouvindo "Rehab", mas como sou o tipo de pessoa que não se deixa levar tão fácil por essas modinhas  ( a perseguição da Saga Crepúsculo que o diga, rs), demorei muito tempo ainda pra ter essa música no meu mp3, mas enfim cedi, baixei e curti! Em seguida baixei "Back to black", e depois seu ultimo CD completo. O Last.fm não me deixa mentir, Amy em minha conta que nasceu a pouco tempo é o topo das paradas, rs.
E como não seria? Há como não se contagiar com músicas escritas com letras fortes, ritmos equilibrados acompanhados de sua voz  incomparável?
Eu não sou uma fã exemplar, nem mesmo tenho um cd original, além de seu primeiro trabalho nem ao menos estar completo na minha coleção de músicas. Mesmo assim confesso que escuto e adoro TODAS as músicas que consegui "downloadear", e acreditem! Isso é muito raro, afinal, quantas vezes você costuma gostar de todas as músicas de um album? "Me & Mr Jones", "He Can Only Hold Her", "Valerie", "You Know I'm No Good".. Cara! Como não ouvir "All my loving" sem se derreter lembrando da pessoa que ama?
É claro que quando curtimos um artista e damos valor ao seu talento acaba sendo inevitável não sentir certa decepção quando vemos esse mesmo artista provocando a própria decadência. É como ver seu herói sentado em um banquinho de bar, com um copo na mão esperando a morte pela cirrose ali mesmo enquanto se debruça no balcão.
Triste ver o caminho que ela tem seguido e ver seu talento sendo desvalorizado principalmente por ela mesmo, além de todo esse talento ser o ultimo assunto a ser mencionada na maioria das publicações da mídia, afinal escândalo é que o que da ibope, certo?


Janis Joplin, Judy Garland, Billie Holiday incluindo Elis Regina entre outros grandes nomes de mulheres que se destacaram com suas músicas, fizeram fama e conquistaram admiradores, cada uma em sua geração, mas acabaram com o mesmo fim por conseqüência de drogas. Infelizmente.
Espero sinceramente, do fundo do coração que o futuro de Amy seja diferente e que ela possa ainda nos dar muito bem estar e orgulho com suas músicas.


Muito improvável (mesmo) que algum dia eu tenha a oportunidade de sequer me aproximar dela, talvez se tivesse essa chance a entregaria para algum fã mais enlouquecido e que realmente quisesse este encontro, pois como eu disse anteriormente, sou SIM fã de seu trabalho, mas não sou uma fã perfeita e também não pretendo ultrapassar os limites do fanatismo, admito.
Mesmo com uma distancia tão considerável, torço para que a energia positiva das coisas boas que desejo pra ela a alcancem de algum jeito, e que ela possa se libertar de vez de tantos escandalos pra tocar de vez sua carreira de uma forma mais saudável.
E sei que falo por todos os que a admiram.



E pra  finalizar,
O clipe de uma das musicas que mais gosto:
Amy Winehouse - You Know I'm No Good

segunda-feira, 22 de março de 2010

Spirit of London - Motivos para ir ou não.

Em consideração ao fato de  eu ter participado de três edições, me sinto de certa forma experiente pra dizer oque  penso sobre esse evento e expor minha opinião, levando em conta também o fato de conhecer muita gente que nunca foi e que mesmo assim  vive falando mal.
Já procurei na internet, mas em nenhum site de busca encontro nada a respeito dos detalhes desse festival. Ninguém fala nada, só leio elogios e na maioria das vezes eles vem  dos próprios organizadores do evento, mas  nenhuma crítica de pessoas que ja foram!
Decidi que estava na hora de alguém dizer o que pensa de verdade sobre o festival levantando também os pontos negativos.

O que é Spirit of London?
 
Segundo os próprios organizadores do Evento (Equipe da rádio Energia 97 FM), o Spirit of London é o maior evento de musica eletrônica do mundo.
Até aí tudo bem.
É realmente grande, tem muita gente (mesmo!), tem milhões de Djs do mundo inteiro. Além de ser realizado em um espaço bastante grande no Sambódromo do Anhembi.
A intenção até que é boa, admito!

Pontos positivos:

O site sobre informações do evento até que é bem feito, apesar de travar o meu computador. O preço dos ingressos é bem acessível e o festival é realizado em um lugar bem localizado. Afinal quem não sabe onde fica o Sambódromo do Anhembi né?
Tem MUITA musica de boa qualidade. Tem Djs de toda parte do mundo e pra todos os gostos. Uma coisa que eu  acho bem legal é o fato de que lá também  existem divisões entre tendas diferentes pra os diferentes tipos de públicos com seus respectivos gostos. Você não precisa ficar necessariamente de frente pro palco principal, onde tocam os Djs mais renomados e famosos, mas pode circular e curtir a musica que você realmente gosta em uma das outras quatro tendas, como por exemplo, a tenda Freedom, uma tenda com dançarinos, além de totalmente decorada com cores e brilhos, é  feita especialmente para receber o publico Gay. Tem também a tenda Terremoto que toca principalmente Drum and Bass, para os seguidores do Dj Mark, que fica quase o evento todo enfurnado lá dentro. Tem a tenda Mega Blast que toca Psy pra quem prefere e nova tenda Dj Mag que toca alguma coisa parecida com House, sei lá, não fiquei muito tempo nela pra saber, mas a musica também é boa!
É claro que a idéia de criar várias tendas, uma para cada tipo de musica não é originalmente deles, mas copiar coisas boas de outros eventos não é uma estratégia ruim. É sim um ponto positivo.
Enfim, a musica é realmente boa. Se você for pra esse evento única e exclusivamente pela musica não vai se arrepender.


Pontos negativos:

Entenda, não é uma Rave! - Um dos maiores problemas, é que quando se fala em música eletrônica as pessoas pensam logo em dança, e com toda razão, afinal de contas são musicas em sua maioria sem letras e cheias de ritmo, são feitas pra dançar e mais nada! O que acontece, é que quando você vai ao Spirit of London, uma das ultimas coisas que dá pra você fazer lá é justamente dançar. O evento é tão cheio de gente que você não consegue nem ao menos dar alguns pequenos passinhos sem trombar com alguém, ou até mesmo, ser atropelado por alguém, é aí que vêm 50% da decepção das pessoas que compram o ingresso. Nem mesmo quem pagou mais caro pelo camarote pode se dar ao luxo de dançar, afinal, quantos passos você consegue dar encima de um degrau de arquibancada? Pois é, aí vem outra decepção, no Spirit of London o camarote é a arquibancada, um pequeno espaço parcialmente coberto em frente ao palco principal.
Crianças demais - Outra porcentagem de decepção aparece quando você entra no evento e só vê rosto de criança. Um monte de adolescentes cheios de espinha usando allstar com o cabelo cheio de sabão pra deixar duro, fora o cheiro de puberdade misturado com "Axe" no ar, ninguém merece. Tinha tudo pra ser um evento especial e talvez até com um nível mais alto, isso é claro se não fosse permitida a entrada de tanta criança. Infelizmente um dos pontos mais negativos do evento é o fato permitirem a entrada a partir dos 16 anos. Nada contra os "ultra-jovens" (Cruj-Cruj (rs)), mas o ambiente fica tão... Digamos... Passeio escolar... Não precisava ser assim.
Porquice demais -Tanta gente imatura junta só resulta em "cagadas", não to generalizando, muitos jovenzinhos que vão até se comportam muito bem e curtem o evento da maneira que podem, mas não posso falar isso de todos infelizmente. Nunca vou me esquecer do casal que vi transando em público na primeira edição que fui a alguns anos, mais especificamente em 2006, fiquei bege quando vi os dois encostados no muro naquele "esfrega-esfrega", o pior é que além dessa cena ainda presenciei outras na edição de 2007,  lembro de ver uma garota passando mal e um garoto arrastando ela pra um cantinho enquanto enfiava a mão na blusa dela massageando os peitos da coitada, tipo apertando mesmo, sabe?!! A garota desmaiada e o moleque beliscando os bicos do peito por dentro da blusa, cruzes ! A porquice do evento é incontestável. Depois de ser testemunha dessas cenas prometi que nunca mais voltaria, só mudei de idéia agora em 2010, três anos depois, quando soube que estaria no evento nada mais nada menos que SKAZI, não tinha como não ir dessa vez, sempre quis ouvir as musicas deles pessoalmente, mas nunca tinha tido a chance. Queria poder ouvir Skazi ao vivo nem que fosse pra ficar apenas na hora que eles estivessem lá, e mesmo que tivesse que presenciar outras porquices como vi assim que cheguei: Um cara chupando os peitos de uma garota na maior cara de pau, em público mesmo... Sem comentários... Não tem nem o que dizer. Ainda bem que eu já fui preparada pra esse tipo de visão, embora estivesse torcendo pro evento ter evoluído um pouco, já que fazia cerca de três anos que não ia. Cruzar os dedos nem sempre da certo sabe...
Lixo demais - O restinho de vontade de ficar no evento termina quando você percebe que o lugar esta virando um lixão. Não existe em lugar nenhum do Anhembi nesse dia uma lixeirinha sequer! Fica feia a coisa quando você começa achar todo o tipo de coisa estranha no chão: Camisinhas, óculos quebrados, restos de lanches, capas de chuva, e todos os copos plásticos de todas as bebidas da festa, TODAS mesmo!
A qualidade da musica perde a graça quando você vê que a boa organização do evento só acontece do palco pra cima. Lamentável...
Caro demais - Se o Halls lá custa quatro reais, Quanto você acha que custa um lanche seco de presunto ?  Sem comentários. Você paga barato no ingresso, mas sofre um pouco pra comprar coisas la dentro. Sem falar nas filas interminaveis, deixa pra lá.
Etc - Em qualquer show ou evento cheio de pessoas que você vai hoje em dia, admitindo ou não, a gente sabe que tem aquele pessoal que vai com a pior intenção, pode ser tanto com a de enfiar a mão nos bolsos dos outros  enquanto ela estão sendo espremidos, quanto a de passar drogas para o povinho de mente fraca. Porque nesse evento seria diferente? Pois bem, não é! Um fato até chocante, considerando que a maioria dos frequentadores tem menos de 20 anos.
Cenas de jovens caidos pelo local, vomitando ou fazendo coisas impróprias também não são novidades por lá.

Concelhos pra quem for algum dia:

1- Compre camarote! Você vai evitar vários constrangimentos mesmo não tendo muito espaço pra dançar. Afinal quem compra pista tambem não pode, e ainda tem que aturar gente pisando no seu pé e te empurrando o tempo todo.

2- Não se arrume tanto! Use roupas confortáveis como sapatos fechados, calça comprida e camisetas leves. Não cometa a burrice de usar salto fino e alto, ou sandálias de dedo, além de mini saias PELAMOR né?!

3- Passe um desodorante antes de sair de casa! Ninguém quer sentir o cheiro de calabresa saindo da pizza nas suas axilas! Mas não exagere no "Axe", os comerciais são tudo papo furado! ninguém vai te amar mais por você ter tomado banho com esse tróço.

4- Leve um óculos escuro. Vai proteger seus olhos das luzes  fortes do evento e também vai esconder suas olheiras ou sua maquiagem borrada quando começar a amanhecer. Também ajuda bastante a proteger sua visão das coisas medonhas que ficam  escondidas durante a noite mas que surgem pela manhã.

5- Leve o minimo de coisas possível! Mochilas e bolsas deixe em casa! Elas atrapalham horrores!

6- Não saia tentando beijar todo mundo, e não beije qualquer um. É nesses lugares onde você pega boqueira e herpes com mais facilidade. Ninguém vai obedecer essa, mas não custa tentar.

7- Vá com o propósio de ver aquele Dj que você gosta consciente de que não poderá curtir como gostaria. Lá não dá pra dançar a vontade, nem curtir muito a aprensentação do seu ídolo no palco, ainda mais se você tiver menos de 1.60 de altura ( sei bem do que to falando ein! )

Particularmente falando...

Na primeira edição que fui do Spirit of London em 2006, só fui mesmo pela empolgação. Pensava ser parecido com o Skol Beats que já tinha ido nesse mesmo ano, por ser realizado no mesmo lugar, e ter a mesma idéia básica de trazer celebridades do mundo eletrônico, passou pela minha cabeça que talvez valeria a pena.
ODIEI.
Mas em 2007 fomos novamente pra dar uma segunda chance ...Fomos de camarote dessa vez, e a decepção foi até maior. Apesar do camarote ser parcialmente coberto, choveu e me molhei do mesmo jeito. Chegamos lá a meia noite, e antes das quatro da manhã ja estavamos caindo fora.
Agora, em 2010 decidimos ir denovo eu e meu namorado. Mas agora, já estavamos cientes do que enfrentariamos. Lá no fundinho tinhamos a esperança de ver algo de melhor nessa edição, ainda bem que um dos nossos ingressos foi ganhado nas promoções da rádio, porque o arrependimento de ter comprado um deles bateu logo na entrada. Enfim... Dessa vez nosso objetivo não estava tão focado em dançar ou se divertir passeando pelas tendas, estavamos lá pra ver o Skazi. E não só vimos, como também curtimos, cantamos tiramos fotos, filmamos, ainda assistimos Void (que é tão bom quanto Skazi) e finalmente voltamos satisfeitos.
Odiamos as outras vezes que fomos sim, por ter sentido muito o peso de todos os pontos negativos descritos acima.
Mas nessa ultima edição segui todos os meus próprios conselhos. Fui curtir a musica, não o evento.
Porque se não fosse assim não teria sido bom como foi.
E dessa vez pude dizer: "Até que enfim saí desse tal Spirit um pouco satisfeita.. Pelomenos uma vez !"

Se eu recomendo ou nao?
Bem, eu recomendo pra quem gosta de música, e quer ouvir pessoalmente os melhores Djs ao vivo.
Porém, eu não recomendo pra quem não tem paciência com empurra, empurra, com crianças, e se além disso você  assimilar musica eletrônica com dança sempre!
Você não sairá de lá feliz... rs


Fotos retiradas do google

quarta-feira, 17 de março de 2010

" Rotina ": O comercial bem feito.

"A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto


A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é rock


O coração é rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio


A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo


A rotina do caminho é a direção
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem sua beleza”


Conhecem esse texto?
Ele é parte dos 30 segundos de um comercial que se destaca entre outros que estamos acostumados a ver hoje em dia. Não se trata de nenhuma mega produção, mas sim, da  simplicidade em transmitir a mensagem desejada usando da  sensibilidade em combinar palavras.

Pois é, na verdade eu não tinha a intenção de fazer propagandas no meu blog, até porque não uso produtos dessa marca - embora já tenha usado bastante - Mas não pude deixar passar despercebida a beleza de uma das propagandas mais simples e bem feitas sobre uma linha de produtos da marca Natura ( Marca que a proposito, sempre capricha nos comerciais), sem  deixar de falar tabém sobre outros comerciais e programas que merecem ser reciclados e repensados.


Isso porque é raríssimo, hoje em dia ligarmos a TV sem nos depararmos com comerciais que são totalmente impróprios, desprovidos de criatividade e totalmente apelativos. Eu confesso que já não tenho mais tanta paciência pra televisão e já faz um bom tempo. Não sei bem se me cansei da programação que é sempre a mesma, os mesmos filmes, os mesmos programas de auditório ( que forçam suspenses, e que apelam o tempo todo para os enormes quadris das modelos sem cérebro que se prestam a esse tipo de coisa ) , ou, se o fato de ficar parado em frente a uma TV gastando meu tempo já não é mais o que me interessa hoje , com certeza os intervalos entre um programa e outro influenciaram a alcançar o pico do meu "chega de TV", mas  o  fato é que perdi o interesse mesmo!

Eu fico me perguntando, qual é o motivo que leva um ser humano, a ficar babando em frente à TV enquanto assiste programas como 'Pânico na TV' onde 90% do programa é focando nos biquínis das dançarinas? Será que é o fato da Juliana Paes estar seminua no banner daquela tal cerveja é que faz os homens quererem provar dela? No comercial daquele desodorante masculino, tem necessariamente que ter uma garota assediado um cara? Isso tudo sem falar do baixo nível de qualidade dos Reallity Shows. Isso tudo é necessário?!

Aonde é que foi parar a criatividade ? Por que tem que ser tudo voltado, direta ou indiretamente ao SEXO quando se trata de TV?
Não tenho nada contra quem assiste o 'Panico' ou usa 'Axe', mas... Que tal se pensarmos um pouco a respeito sobre o tipo de cultura que estamos absorvendo através da TV?
Enfim...
Eu, no meio a tanta poluição visual, me surpreendi com essa propaganda logo na primeira vez que vi, isso já faz um tempinho, mas por acaso me lembrei dela hoje enquanto passeava pelo Youtube.
Pude ver alguns comentários positivos sobre ela enquanto procurava pelo texto escrito, ele foi bem aceito. Eu, particularmente adorei.

E sou a primeira a votar a favor de propagandas realizadas com o cérebro ao invés de serem feitas só com bundas.

Quem sabe voltaria a ser uma telespectadora como era antes.


E aqui vai o video da propaganda.



segunda-feira, 15 de março de 2010

O Homem perfeito



O homem perfeito é lindo
tem um pouco de mistério
é belo quando está rindo
é belo quando está sério

tem um jeito carinhoso
quando fala, em meigo tom
causa arrepio gostoso

O homem perfeito é fino
é solícito, é fiel
tem a graça de um menino
e é mais doce que o mel

O homem perfeito adora
dar flores, botões de rosa,
a uma velha senhora
Ou uma jovem formosa

O homem perfeito tem
energia, não se cansa,
lava louça, cozinha bem,
gosta muito de criança

O homem perfeito é
sensível a grande arte
gosta de dança e ballet
Nunca haverá de magoar-te

Para encerrar a preceito
estes versos que alinhei:
se existe um homem perfeito…
Ele só pode ser   GAY.

_______________________




Toda mulher sabe que homens perfeitos são Lendas Urbanas! Rs..
Então fiquem tranquilos rapazes.

=]

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