sexta-feira, 2 de novembro de 2012




Se o mundo acabasse em dezembro de 2012, eu diria tudo bem.

Tenho a impressão que esse ano sentir tudo o que alguém demora uma vida inteira pra sentir.
Tive experiências que pessoas demoram mil anos pra ter... Tenho apenas 24 anos, mas conheço pessoas com 50 anos que não passaram por experiências como as minhas...

Senti  os extremos da alegria, da tristeza. Senti a alegria da conquista e a angustia da perda...
Passei pela alegria da conquista e pela tristeza da derrota

Fui gorda e fui magra...

Quis me casar, quis a liberdade de estar sozinha...

Quis companhia de outras pessoas, e hoje vejo que a solidão me ensinou a me amar mais e querer mais a minha própria companhia. 

Na solidão me apeguei a Deus. E ele me mostrou que não preciso de mais nada, a não ser sua presença.

Viajei, tive sensações inacreditáveis. 

Mudei de emprego, conheci as responsabilidades da minha escolha profissional.

Me afastei e me aproximei da minha família.

Perdi amigos... Conquistei outros...

O ano está no final... E tenho a impressão que finalmente a lagarta se transformou em borboleta.

Sinto que muita coisa perdeu a graça, me olho no espelho e não vejo mais a mesma pessoa, não gosto do que gostava, não aceito o que aceitava, não tolero desrespeito, não acredito em paixão, não mudo por quem não merece, não deixo que me digam que não sou capaz, não volto mais atrás no que digo, e só tomo decisões que partam da minha mente, não mais do coração.

Ainda acredito no amor. Mas apenas no amor que se pode provar, não no que se diz, apenas, o que se diz amar.

...Eu diria adeus a tudo... Não espero sentir mais nada de novo. Só quero paz daqui pra frente. Só paz e mais nada.

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